Categoria: Eventos

Livro com pesquisas na França sobre adulterações na obra ´O céu e o inferno` é lançado virtualmente.

Em evento ao vivo pelas redes sociais e TV Mundo Maior, os autores Paulo Henrique de Figueiredo e Lucas Sampaio anunciam alterações feitas na penúltima obra de Allan Kardec sem que este as tenha feito.

Livro revela a trajetória das pesquisas.
Paulo expôs mudanças de conteúdo que contradizem filosofia.
Lucas fez pesquisas em Paris e reuniu documentação.

Foi realizado na noite de ontem, 29 de outubro de 2020, o lançamento oficial e as primeiras revelações do conteúdo do livro Nem céu nem inferno – as leis da alma segundo o espiritismo, assinado em coautoria por Lucas Sampaio e Paulo Henrique de Figueiredo, com o selo FEAL. O evento teve transmissão ao vivo pela TV Mundo Maior (clique para assistir na íntegra), da Fundação Espírita André Luiz, e pelas redes sociais Facebook e YouTube, sendo acompanhada interativamente por cerca de cinco centenas de pessoas. Pré venda ultrapassa mil exemplares. (mais…)

As grandes turmas estão condenadas a desaparecer após a pandemia da COVID-19?*

Nenhum ensino de filosofia, como a espírita, nenhum conhecimento científico, nenhum aprendizado ético-moral pode produzir pensamento crítico reunindo multidões numa mesma sala. Não há método pedagógico capaz de validar isso.

Multidões são incompatíveis com o pensamento crítico.

Grandes centros espíritas, à semelhança de federativas excessivamente crescidas, buscaram solução para o desafio de atender e incorporar o crescente número de pessoas interessadas na doutrina abrindo salões com capacidade para reunir centenas delas ao mesmo tempo e passaram a ministrar-lhes ensinamentos pelo método mais ante pedagógico possível: o monólogo dos expositores regidos por apostilas de raciocínio padronizado e narrativas pre formatadas. (mais…)

Cartas de Kardec, pelo NUPES, coloca a público os mais esperados documentos do acervo Canuto de Abreu

Mais de 2 mil visualizações comprovam que o evento era de fato ansiosamente aguardado. Agora, todos poderão ver, estudar e analisar documentos originais do fundador do espiritismo.

 

Uma parceria entre o CDOR, Centro de Documentação e Obras Raras da Fundação Espírita André Luís (CEAL) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) coloca a público o acervo importante cuidado e conservado por Canuto de Abreu, que contém documentos e cartas de Allan Kardec e do próprio Canuto.

Trata-se de um evento, ocorrido hoje, 1º de setembro de 2020, que deve ser visto pelos meios espíritas e acadêmicos como dos mais destacados das últimas décadas, não só pelo tempo de espera, mas também pela sua repercussão e influência nos estudos do nascimento, desenvolvimento e expansão da doutrina originada pelo empenho de Allan Kardec. (mais…)

Espíritas à esquerda. E eu?

Apenas quem está no interior pode buscar saídas laterais; ninguém sai se não estiver no interior, mas a entrada, esta, sim, pode ser feita pelas laterais.

Ademar Chioro dos Reis entre os ex-ministros Carlos Gaba e Miguel Rosseto.

O assunto, espiritismo e política, vem de longe, da época em que se lançaram alguns a refletir sobre o quanto há de identidade entre as propostas sociais espíritas e os pensamentos fundadores dos diversos movimentos filosóficos, sociológicos e outros, tornados públicos ao longo dos tempos. Alguns enlaces, como marxismo e espiritismo, causaram arrepios em muitos, enquanto outros, como os movimentos de fundação de partidos políticos espíritas, impuseram fortes discussões de intensidade elevada que acabaram abortados. O tema – a política e as ideologias que a orientam – passaram pelo movimento espírita jovem e pelo movimento espírita dos velhos, assim mesmo, no sentido pragmático da anotação. Os jovens, em seus arroubos naturais à idade, com louváveis capacidades de se lançarem aos novos ideais, impendentemente dos “perigos” e os velhos, em sua imatura decisão de implantar projetos inexequíveis, incompatíveis e desnecessários como aquele da fundação de um partido político espírita pelos idos de 1960, ou outros tipos de inflexões extremadas.

O movimento espírita nasceu nas elites e se expandiu para a classe média, especialmente no Brasil, onde essa classe é por muitos vista por seus comportamentos conservadores das conquistas e modos de vida consumista, (mais…)

Um centro espírita atual, profilático e profético

 

Surgido em 1980 e, certamente, concluído antes dessa data, o texto de Herculano Pires se revela um discurso cada vez mais atual, o que lhe confere alguma coisa de profético ante uma realidade bastante triste.

 

Herculano Pires fala do presente e ao mesmo tempo aponta para o futuro.

O movimento espírita anda de lado, desviando-se da própria doutrina? Os fatos dizem que sim e Herculano Pires já no final da existência terrena registrava o seu inconformismo para com esse desvio. Logo na introdução do livro O centro espírita, publicado após sua partida, apresenta um verdadeiro desabafo ante a situação, cada vez mais presente, de um religiosismo dominante no movimento, com uma afirmação categórica: “o que fazemos, em todo este vasto continente espírita é um imenso esforço de igrejificar o Espiritismo”. Ou seja, estamos ouvindo Herculano falar para um público passivo antes de começar o ano 1980, há, portanto, quase 40 anos. De lá para cá, a religiosidade humana dos adeptos está perdendo cada vez mais para o religiosismo apoiado na bengala do misticismo.

Se o passado histórico do Espiritismo em terras brasílicas já registrava o conflito entre místicos e científicos ainda no final do século XIX, na década de 1970, última de Herculano, o caminho para o religiosismo parecia definitivo. Hoje, pode-se dizer que é irreversível. Há uma maioria religiosista e cega, pois não se vê como tal, antes comandada apenas pela Feb e algumas federativas e, agora, por todas elas. Não há uma sequer fora dessa linha igrejeira – ou que não contribua para ela. Salvam-se desse imenso fosso alguns movimentos e centros espíritas comandados por adeptos estudiosos e dedicados votados ao bom senso que preside as reflexões e a compreensão doutrinária.

O discurso de Herculano menciona os “espíritas rezadores”, aqueles que são eternos pedintes de ajuda dos céus. Hoje, há centros espíritas multiplicando as possibilidades dos seus frequentadores (mais…)

O espírita, o espiritismo e os congressos

 

Nota-se uma grande diferença quando comparados o formato, os objetivos e os resultados dos congressos feitos nos diversos campos do saber e os que são realizados nos meios espíritas. Todos buscam o progresso, menos os espíritas, que pretendem apenas uma acanhada divulgação.

 

É preciso dar um basta nesse repetitivo, retrógrado e pernicioso modelo de congresso que se vê nos meios espíritas da atualidade. É preciso lutar contra essa mentalidade medíocre que se instalou e que determina que o progresso do espiritismo fique estacionado nas conquistas do passado, como se a doutrina estivesse completa em termos de conhecimento, resolvida enquanto formadora de consciências e alcançado a excelência do saber, como se depois dela nada mais houvesse. Temos que dissolver essa ideia de que tudo o que nos resta é aprender melhor o que está posto, como se o que está posto não possuísse ligação com o que veio ou virá da filosofia e da ciência.

Meus amigos de diversas áreas – do Direito, da Saúde, da Educação, dos Esportes, da Política e tantas mais – saem de seus habitats profissionais e viajam distâncias às vezes incomensuráveis, gastam significativas somas financeiras para aprender, adquirir novas técnicas e acompanhar o que há de mais expressivo e atual no mundo do conhecimento, enquanto os espíritas fazem tudo isso para simplesmente ver oradores famosos, ouvir palestras de temas repetitivos e confraternizar risonhamente nos intervalos festivos. (mais…)

Congressos espíritas: a ausência dos sem voz continua

A extensa programação e a presença de um time de expositores de primeira linha justificam o silêncio imposto aos que teriam o que dizer, mas não são convidados.

A grande pergunta permanece: para quem são feitos os congressos espíritas? A crer no que os multiplicados exemplos mostram, servem aos interesses dos supostos sentinelas da doutrina e a um público que se encanta com a festa, mas não pode se manifestar. São, esses eventos grandiosos, um conclave de múltiplos falantes e nenhum diálogo, por mais conflitante que essa definição pareça.

Veja o congresso do Estado do Rio de Janeiro, a ocorrer agora em outubro/18. Será, sem dúvida nenhuma, grandioso, como antecipa a peça de marketing na internet, pois deve contar com 2.000 participantes e é tratado como “o maior evento espírita” daquele estado. Assim mesmo, em letras garrafais, como se naquele Estado houvesse algum outro evento concorrente.

Leia-se a programação e ver-se-á uma sequência estonteante de palestras, painéis e mesas redondas a testar o fôlego dos participantes durante três dias, com mais de 20 horas de duração, tudo sob a responsabilidade de lideranças espíritas reconhecidas por seu bom desempenho na tribuna, do presidente da FEB a expositores de variados estados brasileiros. A escolha, logo se vê, deu-se por competência e por critérios políticos: nenhum deles sofre qualquer tipo de contestação da oficialidade ou não apresenta algum tipo de risco ao pensamento dominante. Divaldo, dessa vez, não vai estar presente, quiçá por conta de agenda. (mais…)

CPDoc, você o conhece?

Seus membros e fundadores comemoram 30 anos de existência, resistência e trabalhos.

Integrantes do quadro atual do CPDoc
Autores de livros analisados e publicados pelo CPDoc
Três dos fundadores do CPDoc depõem na festa dos 30 anos

As comemorações, realizadas em Santos, o berço natal do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita, CPDoc, aconteceram no dia 1 de setembro próximo passado, nas dependências do Centro Espírita Allan Kardec, que também comemorou, na ocasião, seus 74 anos de vida.

Foi um evento digno de nota. Três décadas atrás, ou seja, em 1988, cinco jovens ousaram materializar um desejo de criar um espaço voltado aos estudos e pesquisas como meio de aprofundamento de uma doutrina que lhes era muito cara: o espiritismo. Tal ousadia representava, já e então, um certo atrevimento em vista das circunstâncias e do momento, circunstâncias que se agravariam com novos fatos que viriam.

O espiritismo no brasil sempre muito tendente ao predomínio de uma massificação baseada no sentimento místico era, como permanece sendo, uma mensagem incorporada idealmente pela classe média brasileira, de forte resistência às iniciativas em que a liberdade de pensamento e expressão se encontram no centro das atenções. Recorde-se que 1988 foi o ano da nova Carta Magna brasileira, conhecida como constituição cidadã. Ou seja, vivia o país seu ponto mais alto do ciclo de libertação da repressão marcada pelo período da ditadura militar, cujos efeitos se estenderam à sociedade como um todo e, naturalmente, também ao meio espírita.

Mas não foi só. Esses jovens pertenciam ao movimento espírita de Santos, que significava, então, não apenas uma cidade praiana, turística e principal porto do país. Era ela a expressão de um movimento rebelde capaz de se contrapor ao status quo. Dois anos antes, suas principais lideranças haviam sido derrotadas em sua proposta de assumir o comando estadual representado pela USE, determinadas a implementar mudanças consideradas demasiadamente ousadas. Ficaram conhecidas como o Grupo de Santos e incorporaram, entre outras, a acusação de intencionarem retirar Jesus da doutrina espírita, por conta de sua resistência à consagração do espiritismo como religião, que, afinal, se tornou predominante. (mais…)

Divaldo Franco: um médium em três tempos

A propósito do anúncio feito pela Mansão do Caminho, para o evento intitulado “Encontro Fraterno com Divaldo Franco”, a realizar-se no próximo mês de setembro, na Bahia.

Os médiuns sempre chamam a atenção por uma ou outra razão. Aqueles que se projetam no cenário social colocam-se sob holofotes permanentes e não conseguem fugir das vistas dos observadores, seja por seu comportamento enquanto médium, seja pela vida que levam. São indivíduos públicos, tanto quanto outros que exercem atividades no âmbito da comunicação, da política e assim por diante. Suas vidas particulares, em certo momento, se confundem com suas atividades e é dessa forma que se tornam visíveis para a parcela da sociedade a que alcançam. Só com muito esforço conseguem manter uma certa privacidade, de modo a proteger a vida íntima, sua e dos seus. Se o homem comum tem imensas dificuldades na sociedade contemporânea para distinguir o público do privado, muito mais difícil será essa distinção para aqueles que se tornam personalidades públicas, tal como ocorre com os médiuns de grande destaque.

Em 1973, Divaldo Franco fez uma palestra na Federação Espírita de São Paulo especialmente para dirigentes e trabalhadores de centros espíritas, por convite do seu Departamento Federativo. O objetivo era fugir do estilo conhecido de oratória do tribuno e colocá-lo mais próximo da realidade das casas espíritas, conversando sobre seus objetivos, necessidades e situações factuais, ao falar diretamente com os dirigentes.

Divaldo surpreendeu positivamente. Quem o conhecia somente pela forma tradicional de oratória teve oportunidade de conhecer uma outra face do tribuno, livre, informal, dialógica, de tom coloquial. Divaldo exemplificou situações, contou casos, riu e fez rir. A começar pela jocosa comparação de família que fez, aproveitando a presença de Eurípedes de Castro ao seu lado. Disse que este estava tentando competir com ele, (mais…)