Categoria: Eventos

Congressos espíritas: a ausência dos sem voz continua

A extensa programação e a presença de um time de expositores de primeira linha justificam o silêncio imposto aos que teriam o que dizer, mas não são convidados.

A grande pergunta permanece: para quem são feitos os congressos espíritas? A crer no que os multiplicados exemplos mostram, servem aos interesses dos supostos sentinelas da doutrina e a um público que se encanta com a festa, mas não pode se manifestar. São, esses eventos grandiosos, um conclave de múltiplos falantes e nenhum diálogo, por mais conflitante que essa definição pareça.

Veja o congresso do Estado do Rio de Janeiro, a ocorrer agora em outubro/18. Será, sem dúvida nenhuma, grandioso, como antecipa a peça de marketing na internet, pois deve contar com 2.000 participantes e é tratado como “o maior evento espírita” daquele estado. Assim mesmo, em letras garrafais, como se naquele Estado houvesse algum outro evento concorrente.

Leia-se a programação e ver-se-á uma sequência estonteante de palestras, painéis e mesas redondas a testar o fôlego dos participantes durante três dias, com mais de 20 horas de duração, tudo sob a responsabilidade de lideranças espíritas reconhecidas por seu bom desempenho na tribuna, do presidente da FEB a expositores de variados estados brasileiros. A escolha, logo se vê, deu-se por competência e por critérios políticos: nenhum deles sofre qualquer tipo de contestação da oficialidade ou não apresenta algum tipo de risco ao pensamento dominante. Divaldo, dessa vez, não vai estar presente, quiçá por conta de agenda. (mais…)

CPDoc, você o conhece?

Seus membros e fundadores comemoram 30 anos de existência, resistência e trabalhos.

Integrantes do quadro atual do CPDoc
Autores de livros analisados e publicados pelo CPDoc
Três dos fundadores do CPDoc depõem na festa dos 30 anos

As comemorações, realizadas em Santos, o berço natal do Centro de Pesquisa e Documentação Espírita, CPDoc, aconteceram no dia 1 de setembro próximo passado, nas dependências do Centro Espírita Allan Kardec, que também comemorou, na ocasião, seus 74 anos de vida.

Foi um evento digno de nota. Três décadas atrás, ou seja, em 1988, cinco jovens ousaram materializar um desejo de criar um espaço voltado aos estudos e pesquisas como meio de aprofundamento de uma doutrina que lhes era muito cara: o espiritismo. Tal ousadia representava, já e então, um certo atrevimento em vista das circunstâncias e do momento, circunstâncias que se agravariam com novos fatos que viriam.

O espiritismo no brasil sempre muito tendente ao predomínio de uma massificação baseada no sentimento místico era, como permanece sendo, uma mensagem incorporada idealmente pela classe média brasileira, de forte resistência às iniciativas em que a liberdade de pensamento e expressão se encontram no centro das atenções. Recorde-se que 1988 foi o ano da nova Carta Magna brasileira, conhecida como constituição cidadã. Ou seja, vivia o país seu ponto mais alto do ciclo de libertação da repressão marcada pelo período da ditadura militar, cujos efeitos se estenderam à sociedade como um todo e, naturalmente, também ao meio espírita.

Mas não foi só. Esses jovens pertenciam ao movimento espírita de Santos, que significava, então, não apenas uma cidade praiana, turística e principal porto do país. Era ela a expressão de um movimento rebelde capaz de se contrapor ao status quo. Dois anos antes, suas principais lideranças haviam sido derrotadas em sua proposta de assumir o comando estadual representado pela USE, determinadas a implementar mudanças consideradas demasiadamente ousadas. Ficaram conhecidas como o Grupo de Santos e incorporaram, entre outras, a acusação de intencionarem retirar Jesus da doutrina espírita, por conta de sua resistência à consagração do espiritismo como religião, que, afinal, se tornou predominante. (mais…)

Divaldo Franco: um médium em três tempos

A propósito do anúncio feito pela Mansão do Caminho, para o evento intitulado “Encontro Fraterno com Divaldo Franco”, a realizar-se no próximo mês de setembro, na Bahia.

Os médiuns sempre chamam a atenção por uma ou outra razão. Aqueles que se projetam no cenário social colocam-se sob holofotes permanentes e não conseguem fugir das vistas dos observadores, seja por seu comportamento enquanto médium, seja pela vida que levam. São indivíduos públicos, tanto quanto outros que exercem atividades no âmbito da comunicação, da política e assim por diante. Suas vidas particulares, em certo momento, se confundem com suas atividades e é dessa forma que se tornam visíveis para a parcela da sociedade a que alcançam. Só com muito esforço conseguem manter uma certa privacidade, de modo a proteger a vida íntima, sua e dos seus. Se o homem comum tem imensas dificuldades na sociedade contemporânea para distinguir o público do privado, muito mais difícil será essa distinção para aqueles que se tornam personalidades públicas, tal como ocorre com os médiuns de grande destaque.

Em 1973, Divaldo Franco fez uma palestra na Federação Espírita de São Paulo especialmente para dirigentes e trabalhadores de centros espíritas, por convite do seu Departamento Federativo. O objetivo era fugir do estilo conhecido de oratória do tribuno e colocá-lo mais próximo da realidade das casas espíritas, conversando sobre seus objetivos, necessidades e situações factuais, ao falar diretamente com os dirigentes.

Divaldo surpreendeu positivamente. Quem o conhecia somente pela forma tradicional de oratória teve oportunidade de conhecer uma outra face do tribuno, livre, informal, dialógica, de tom coloquial. Divaldo exemplificou situações, contou casos, riu e fez rir. A começar pela jocosa comparação de família que fez, aproveitando a presença de Eurípedes de Castro ao seu lado. Disse que este estava tentando competir com ele, (mais…)

A Gênese: provas confirmam que Kardec não fez as mudanças contidas na 5ª edição francesa

Por mais que os defensores da 5ª edição francesa de A gênese, os milagres e as predições, procurem inverter o ônus da prova e aleguem que não existem evidências de que as modificações em relação às edições anteriores, 1ª a 4ª, não foram feitas por Kardec, os fatos comprovam exatamente o contrário.

Isso fica medianamente claro após os estudos e pesquisas realizados por Simoni Privato Goidanich, reunidos em seu livro – O legado de Allan Kardec – escrito originalmente em espanhol, agora traduzido para o português e publicado pela USE de São Paulo. O seminário promovido também pela USE, neste domingo, 4 de março, na capital paulista, intitulado A Gênese, o resgate histórico, serviu para confirmar tudo aquilo que a autora havia coligido, estudado e reunido em seu livro, mas acabou por revelar inúmeros outros envolvimentos no assunto, de igual importância.

A questão é seríssima e antiga. Apareceu de forma clara 12 anos após o lançamento da 5ª edição de A gênese, lançamento este ocorrido em 1872, três anos após a morte de Allan Kardec. E apareceu pela ação firme de Henri Sausse, com o apoio de Gabriel Delanne e Leon Denis, três nomes da mais alta consideração do espiritismo francês e mundial.  A edição de 1872, a 5ª, foi considerada a definitiva e passou a servir de base para as diversas traduções que se fizeram mundo afora, inclusive no Brasil, daí a sua importância.

Henri Sausse assustou-se quando percebeu os fatos. Publicou um vigoroso artigo no jornal O Espiritismo, da União Espírita Francesa, denunciando a adulteração e elencando as mudanças de textos, as supressões e as indevidas inclusões. Os autores desta infeliz façanha, Jean Leymarie à frente, jamais puderam comprovar que foi Allan Kardec quem promoveu as alterações, apesar das ameaças feitas a Sausse, inclusive de o levar às barras do tribunal. (mais…)

O resgate histórico de A gênese – síntese do seminário de São Paulo

por Antonio Cesar Perri de Carvalho (*)

O Seminário “150 anos de A Gênese – O Resgate Histórico”, desenvolvido no dia 4 de março, pela União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo (USE-SP), em parceria com o Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo – Eduardo Carvalho Monteiro, Liga de Pesquisadores do Espiritismo (LIHPE) e Site Autores Clássicos Espíritas, teve como expositora Simoni Privato Goidanich. Esta se reportou às pesquisas contidas no seu livro “El legado de Allan Kardec”, editado em outubro de 2017 na Argentina, e, lançado neste Seminário, em português, editado pela USE-SP e pelo CCDPE.1 Houve transmissão ao vivo pela Rede Amigo Espírita e por web rádios. A prece de abertura foi proferida por Sandra Moraes (Amazonas) e a de encerramento por Heloísa Pires.

Louvamos a iniciativa da Confederação Espírita Argentina que no ano de 2017 editou A Gênese, de Allan Kardec, traduzida para o espanhol da 1a edição francesa de 1868; apoiou e editou o livro “El legado de Allan Kardec”; e teve a iniciativa de levar o alerta e informações das providências para reunião do Conselho Espírita Internacional, ocorrida em Bogotá em outubro de 2017. Destacamos que Gustavo N. Martínez, presidente da Confederação Espírita Argentina, não podendo comparecer ao evento de São Paulo, encaminhou atenciosa carta para a presidência da USE-SP.

O evento foi aberto pela presidente da USE-SP Júlia Nezu Oliveira, seguindo-se a exposição feita pela convidada, o lançamento de O legado de Allan Kardec, em português, e, um painel, com atuação dos representantes das quatro entidades promotoras e perguntas emanadas do plenário, contando com nossa coordenação.

Na apresentação de Simoni e no painel vieram à tona fatos sobre as alterações ocorridas na 5ª edição francesa (1872) de A Gênese. Na pesquisa documental da autora fica claro que as alterações do texto publicado por Kardec em La genèse foram feitas na quinta edição, registrada apenas em dezembro de 1872, ou seja, mais de três anos depois da desencarnação do Codificador. As quatro edições registradas por Kardec, datadas de 1868, têm o mesmo conteúdo e são a versão definitiva da obra.1

No livro objeto desse Seminário ficam evidentes as alterações de propósitos da Sociedade Anônima para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec, e, também na linha editorial da Revista Espírita. O livro O legado de Allan Kardec reúne informações e documentações sobre as primeiras décadas em seguida à desencarnação de Allan Kardec, sendo um rico repositório da história do movimento espírita francês. Avulta o valor de Amélie Boudet, Léon Denis, Gabriel Delanne e Berthe Fropo.

Além da iniciativa pioneira da Argentina, em fevereiro de 2018 foi lançada a versão original de A Gênese, em francês, pelo Movimento Espírita Francofônico. Há providências editoriais correlatas no Uruguai e Colômbia. Em nosso país, com exceção de edição do Centro Espírita Léon Denis, do Rio de Janeiro, todas as edições de A Gênese são traduções da 5ª edição francesa (1872), exatamente a que altera as edições iniciais feitas Kardec. Em nossos dias há informações de que várias editoras brasileiras estariam providenciando traduções das edições francesas (1ª. a 4ª.) de A Gênese.  

Fato inusitado no transcorrer do Seminário, foi a informação feita por Fernando Porto, responsável por um Departamento da USE-SP, de que a tradução para o esperanto de A Gênese, lançada pela Editora da FEB no ano de 2003, adotando a 5ª. edição francesa, e, além disso, elimina também a última e significativa frase do item 66 do capítulo XV: “ Jesus, pois, teve, como todo homem, um corpo carnal e um corpo fluídico, o que é atestado pelos fenômenos materiais e pelos fenômenos psíquicos que lhe assinalaram a existência.”2,3

Também marcante foi a comunicação do vice-presidente da Federação Espírita do Amapá e membro do Ministério Público Manoel Felipe Menezes da Silva Júnior sobre o texto jurídico de autoria dele e do dr. Auriney Uchoa de Brito, doutor em Direito, professor de Direito e vice-presidente da OAB-Amapá, a propósito de estudos relacionados com direito autoral, direito moral e estudo comparativo com legislação francesa da época de Kardec.

Esse Seminário da USE-SP representou um momento criativo e histórico para se comemorar o sesquicentenário de A Gênese, sendo um passo importante para se assegurar a fidedignidade das obras do Codificador.

A propósito de alterações e/ou deturpações, não cabem incriminações, mas o compromisso de se restabelecer fatos e textos autênticos. O importante é que surjam edições em português a partir de traduções das edições de A Gênese registradas por Allan Kardec.

Torna-se oportuna a lembrança da obra Na hora do testemunho (Ed. Paideia), uma parceria de Herculano Pires com Chico Xavier, em que se denuncia um triste incidente ocorrido no meio espírita brasileiro: a adulteração de O Evangelho segundo o Espiritismo, levada a efeito por uma editora, em julho de 1974. Destaca Herculano Pires: “O médium Francisco Cândido Xavier, apesar de sua costumeira isenção em polêmicas doutrinárias, acabou manifestando-se contra a adulteração e tomou posição firme e clara na defesa dos textos de Kardec. A maioria dos chamados líderes espíritas não se manifestou. A hora do testemunho provara mal, revelando a falta de convicção da maioria absoluta, e portanto esmagadora, do chamado movimento espírita brasileiro. Mas os resultados foram se manifestando mais tarde, com um crescente interesse do meio espírita pelas obras de Kardec em edições insuspeitas.”4

Após a síntese do Seminário, passamos a realçar o significado de A Gênese para o momento atual, apontando como imprescindível o estudo dessa Obra Básica, não apenas de textos comparativos de edições, mas do significativo conteúdo geral do livro.

Com A Gênese completa-se o quinto volume das chamadas Obras Básicas da Codificação. Kardec discorre sobre questões destacadas no subtítulo: os milagres e as predições segundo o Espiritismo; e analisa a Gênese de acordo com as leis da Natureza e a interpretação espírita.

Realçamos a importância do capítulo “Fundamentos da Revelação Espírita”, onde Kardec faz abordagens fundamentais e de onde destacamos a significativa colocação: “[…] o que caracteriza a revelação espírita é que a sua origem é divina, que a iniciativa pertence aos espíritos e que a elaboração é o fruto do trabalho do homem” (Cap. I, item 13).3 Essa afirmação mostra a responsabilidade dos encarnados, notadamente nas condições de liderança, gestão nas instituições e as ações do movimento espírita. O Mundo Espiritual orienta, mas as decisões dependem de nossas escolhas.

No livro recém lançado de Simoni Privato Goidanich há o alerta: “A responsabilidade ante o legado de Allan Kardec é de todos os espíritas, e cada um herdará as consequências de seus atos e de suas omissões”.1

É o que ocorre nesse momento quando se manifestam espíritas preocupados com a fidelidade à obra de Kardec e com o movimento espírita.

O Codificador discorre sobre a relação entre Espiritismo e Ciência e realçamos o seu cuidado no tratamento de temas relacionados com as diversas áreas do conhecimento, sem detalhá-los em demasia, fazendo com que sua obra seja atual e não ultrapassada.

O antigo professor Rivail, intelectual e inspirado, analisou o desenvolvimento do planeta e da civilização procedendo a uma analogia dos chamados dias bíblicos com os períodos geológicos e de maneira totalmente diferenciada das religiões tradicionais. E comenta a posição da Terra no amplo contexto do Cosmo.

Na Introdução, Kardec comenta é “um complemento das aplicações do Espiritismo, de um ponto de vista especial”. Assim, se em O evangelho segundo o espiritismo o Codificador destacou o ensino moral, em A Gênese ele comenta que “os fatos relatados no Evangelho e que foram até agora considerados miraculosos, pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, os que têm como causa primeira as faculdades e os atributos da alma” (Cap. XV, item 1).3

O perispírito é abordado em vários capítulos do livro, clareando explicações sobre os fenômenos mediúnicos, os chamados “milagres” e as aparições de Jesus, descortinando-se o mundo espiritual.

Afirma que “Jesus teve, como todo homem, um corpo carnal” (Cap. XV, item 66)3 e trata da polêmica sobre o desaparecimento do corpo no item 67, eliminado na 5ª. edição francesa.1,3

No capítulo XV aponta: “O maior milagre que Jesus operou, o que verdadeiramente atesta a sua superioridade, foi a revolução que seus ensinos produziram no mundo, malgrado a exiguidade dos seus meios de ação” (item 63).3                    

A transição planetária é apreciada nos capítulos “As predições segundo o Espiritismo” e “Os tempos são chegados”, e alerta que ainda “falta um imenso progresso a realizar: o de fazerem reinar entre eles a caridade, a fraternidade e a solidariedade, para assegurar o bem-estar moral.” A partir da expectativa dos tempos chegados e de uma era nova, nada mais pertinente do que se estudar o livro A Gênese.

A USE-SP lançou em 1975 a Campanha Comece pelo Começo e agora lança o brado do resgate histórico de A Gênese. No sesquicentenário de A Gênese é o momento de valorizarmos a citada Campanha que enfatiza a necessidade do estudo das obras do Codificador Allan Kardec.

Referências:

1)     Goidanich, Simoni Privato. O legado de Allan Kardec. 1.ed. São Paulo: USE/CCDPE. 2018. 447p.

2)     http://www.febnet.org.br/ba/file/livro%20em%20esperanto/lagenezo.pdf; acesso em 04/03/2018.

3)     Kardec, Allan. Trad. Sêco, Albertina Escudeiro. A gênese. 3.ed. Rio de Janeiro: Ed. CELD. 2010. 488p.

4)     Xavier, Francisco Cândido; Pires, José Herculano. Na hora do testemunho. 1. ed. São Paulo: Paidéia. 1974. 120p.

(*) – Coordenador do Painel no Seminário Resgate Histórico de A Gênese. Ex-presidente da USE-SP e da FEB.

Inovação, ocupação parcial de espaço ou simplesmente um novo rótulo?

A propósito de um artigo do meu amigo Cesar Perri, intitulado “Congresso dos 70 anos da USE – Inovação das “rodas de conversa”, que foi posto ontem, 21 de junho de 2017, em circulação na rede digital, volto ao assunto que já externei aqui, em março de 2016, quando a notícia do evento circulou pela primeira vez e sobre a qual recebi opiniões e e-mails prós e contra. Perri refere-se ao espaço denominado Roda de Conversa, para o qual a coordenação do congresso destinou quatro horas divididas em dois períodos de duas horas cada, sendo três temas a serem debatidos simultaneamente em cada período e a mesa contando com um moderador e dois debatedores, conforme programação já divulgada. A questão colocada é, de um lado, se isso de fato é inovação e, de outro, se atende às reclamações justas por espaço de livre manifestação do pensamento, a exemplo do que ocorre nos congressos onde o conhecimento é colocado como meta principal?

O título dado a este “novo” espaço é bonito – Rodas de Conversa – mas é preciso convir que tal título é apenas outro rótulo (mais…)

Um convite para o futuro

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